Celebrado em 12 de maio, o Dia Mundial de Conscientização sobre a Fibromialgia busca ampliar o debate sobre uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e ainda enfrenta desafios relacionados ao diagnóstico, à compreensão da sociedade e ao acolhimento dos pacientes.
Considerada uma síndrome crônica, a fibromialgia provoca dores musculares generalizadas, fadiga intensa, alterações no sono, dificuldades de concentração e impactos emocionais que podem comprometer significativamente a qualidade de vida.
De acordo com especialistas, a doença está relacionada à forma como o sistema nervoso interpreta os estímulos da dor, fazendo com que o organismo reaja de maneira mais intensa mesmo sem sinais aparentes em exames tradicionais.
Por esse motivo, a fibromialgia é frequentemente chamada de “doença invisível”, já que muitos pacientes convivem diariamente com dores constantes sem apresentar sinais físicos visíveis.
Além das dores pelo corpo, os pacientes também podem enfrentar ansiedade, depressão, cansaço extremo e dificuldades nas atividades do dia a dia.
Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia, milhões de brasileiros convivem com a síndrome, sendo a maior incidência registrada entre mulheres de 30 a 50 anos. No entanto, homens, jovens e idosos também podem desenvolver a condição.
Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce e o tratamento multidisciplinar são fundamentais para garantir mais qualidade de vida aos pacientes. O acompanhamento pode envolver medicamentos, atividades físicas, fisioterapia, terapia psicológica e mudanças nos hábitos de vida.
Mais do que informar sobre os sintomas, a campanha de conscientização busca incentivar a empatia e combater o preconceito enfrentado por pessoas que convivem com dores crônicas diariamente.
A data também chama atenção para a importância do acolhimento, do respeito e do apoio às pessoas diagnosticadas com fibromialgia.
“Nem toda dor pode ser vista. Mas toda dor merece respeito.”




